22/10/10

No arame

Não lido bem com a incerteza. Desconcerta-me, tira-me a rede de segurança de quase sempre perceber intenções à primeira. Não conseguir ler para que lado pende a balança desequilibra-me, deixando-me em permanente sobressalto. Mesmo que confortável a saltar para ambos o lados, o receio de não perceber a tempo qual o certo ou a sua profundidade angustia-me. Na dúvida, o melhor é não olhar para baixo, e continuar firme, em frente, pé ante pé, tentando não escorregar. Pode ser que não caia.

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