23/10/10

e agora?

Ver-te sair pela porta e dizeres me que talvez um dia voltarás, matou me por dentro !
Agora é que estou mesmo sozinha! Agora é que sinto o que na realidade é a solidão!
Um dia tudo muda, um dia, disse me a minha mãe :(

1 comentário:

  1. Texto intenso, verdadeiro, belíssimas idéias, conquanto tristes. Muito poema em tão poucas linhas! Sábias palavras de mãe. Também válidas para a situação presente. A companhia muda-se em presença-ausência. Esta, em ausência pura. Ausência pura em esperança, lá na frente. Esperança em presença, novamente. Quem vive a morte da solidão ressuscita um dia, a menos que não queira ressuscitar, por temer o ciclo da vida, a roda gigante obrigatória de nossa fragilidade em reter o que temos. Mas eu diria que não provaríamos a esperança sem momentos desesperados, e não provaríamos o amor (que fica) se não fossem seus espectros (que partiram, partem e sempre partirão)...
    Abraço carinhoso
    Lello

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