real life
Aprender a viver com a ideia que não existem happy ends, que a vida não é nem como nos filmes nem como nos livros, continua sempre, para lá do justo, do razoável, e do absurdo e só acaba com a morte. Que os príncipes encantados são a maior fraude da civilização ocidental e que a frase viveram felizes para sempre devia ir para o índex, o índex da credulidade
Ritinha, bom dia!!!
ResponderEliminarSe Alberto Caeiro não houvesse se recusado à escrita em prosa, diria eu que aqui está um de seus pensamentos; pois a beleza deste texto é esse irrecuperável ceticismo niilista, extremo oposto bem oposto da credulidade poética dos humanos. Para o cético não há happy ends, o máximo a haver é uma happy hour se o trânsito não engarrafar. Não há amores eternos, só eternas desesperanças de amor eterno. Não há príncipes encantados, há sapos encantados jamais desencantáveis. Minha cara autora, apesar de crédulo por instigação de um coração romântico, louvo essa incredulidade racionalista – pois a aparente oposição tem dado ao mundo que pensar, debater e posicionar-se.
Um abraço carinhoso
Lello Bandeira
muito obrigado.
ResponderEliminaro seu comentário revelou sabedoria e um enorme pensamento!
um abraço.